A actividade funerária carece de qualificação profissional, facto que a primeira escola especializada nesta área de negócio pretende minimizar. Da psicologia do luto às técnicas de preparação do cadáver, muitos são os conteúdos programáticos destas formações que arrancam em Setembro e cujas vagas estão quase preenchidas.
As agências funerárias são, regra geral, microempresas familiares sem qualquer formação especializada ou funções definidas, situação que, segundo Nuno Monteiro, presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL), tende a alterar-se. Em declarações à Lusa, citadas pelo site do “Público”, o responsável diz existirem agora empresários com vontade de empreender uma mudança de mentalidades e apostar em formação.
Assim se compreende o surgimento de uma escola que vai ministrar cursos de Agente Funerário e de Técnico de Serviços Funerários. A psicologia do luto é uma das componentes formativas em destaque, que deverá preparar os profissionais para comunicarem devidamente com os familiares dos falecidos.
As novas técnicas de preparação de cadáveres destacam-se também entre os principais conteúdos dos cursos da nova escola. “Tanotopraxia” é a mais recente destas técnicas, a qual se assemelha ao embalsamamento e recorre a ferramentas como a maquilhagem para melhorar a aparência do cadáver.
Anatomia, Medicina Legal e Higiene e Segurança no Trabalho são outras áreas temáticas também abrangidas pelos cursos. As aulas teóricas serão ministradas na sede da ANEL e as aulas práticas no Instituto de Medicina Legal e Instituto Nacional de Soldadura (aulas de soldadura de urnas).
Cada curso desta escola profissional do sector funerário tem 65 vagas, as quais estão praticamente preenchidas.
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