segunda-feira, 5 de maio de 2008

B, de Boiadeiros

Estive em Boiadeiros e vi formas no ar. Pessoas feitas de fumo que andavam nuas e desapareciam de repente. Houve que tivesse visto grelhas. Ha outras coisa que agora já não me lembro bem o que eram mas eram imaginárias. ehehehheh senti as pulgas picarem-me os pes. Será?

Olhavamos para a fogeuria em silêncio. Tavamos a ver televisão. O K fazia zapping.... Cada um via o que queria. Acho que esse deve ser o tal conceito de televisão interactiva.

E a larica? E o estalo?

Não me lembrei do Cazuza mas pensei em sete desejos femininos: tinham a ver com sexo! Verbalizei e confirmei com choque que o que as mulheres querem em primeiro lugar é sexo! Puta traição!!!!

Estava violento. Por dentro dei com um machado na cabeça de um gajo. Estava meio paranoico e estava vigilante. Atento ao machado...

É foda! Percebo agora porque pessoas matam friamente. Foi preciso estar em Boiadeiros para perceber isso. Descobri tambem que não sou de morrer mas sim de matar. Acho que já sabia que não era de morrer. Acho que não sabia que era assim tanto de matar.

A violência passou e dei carga. ehhehehe REBENTA!!!!!! CADUUUUMMM!!!!


Foi até de manha: risos hitéricos e sem motivo. Tudo era para rir. So ri depois de dizer bem alto: PUTA QUE PARIU SEU FILHO DA PUTA!!!!!!

Demos carga até o K morrer. ehheheh O K morreu!

E depois cantamos e continuamos a rir de boca seca e bocados de massa azeda que saltavam do prato. ehhehehe Comemos massa azeda: era os Lobos!

Antes disso tudo tinhamos ido ao mato apanhar lenha para a fogueira. Será possível? 7 pessoas num carro, a andar pelo mato às 7 da noite. Perdidos por duas vezes, caidos em 2 buracos até que fomos dar a uma ravina (na qual quase caiamos) e a um beco sem saida. Puta que pariu!!!!

Paramos o carro no meio do mato. Desligamos as luzes e o carro. Abrimos os vidros e ficamos em silêncio. Os gafanhotos e outros bichos entravam para dentro do carro. A unica coisa que se ouvia é o estalar das nossas mão nas pernas. Ali ficamos assim.... parados, perdidos no meio do mato.

Ninguem sentiu medo porque olhavamos todos para as estrelas. Puta do céu estava limpo lá a caminho de Boiadeiros.

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