segunda-feira, 11 de maio de 2009

sobre o coração...(1)

Duas lágrimas de orvalho
Caíram nas minhas mãos
Quando eu te afaguei o rosto
Pobre de mim, pouco valho
Pra te acudir na desgraça,
Pra te valer no desgosto
Por que choras, não me dizes
Não é presciso dizê-lo
Não dizes, eu advinho
Os amantes infelizes
Deveriam ter coragem
Para mudar de caminho
Por amor damos alma,
Damos corpo, damos tudo
Até cansarmos na jornada
Mas quando a vida se acaba
O que era amor, é saudade
E a vida já não é nada
Se estás a tempo, recua
Amordaça o coração
Mata o passado e sorri
Mas se não estás, continua
Disse isto minha mãe
Ao ver-me chorar por ti

João Linhares Barbosa.

1 comentário:

Léo Santos disse...

Pois é... Se o coração fosse um computador, não haveria unidade denominável de bytes para que fosse possível somar o tamanho da sua memória. O coração guarda tudo quanto é sentimento.

Um abraço!