sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A casa de Jogoya

Com fundo branco decorado com pequenos e coloridos arranjos florais, espaçados o suficiente para haver liberdade entre eles mas unidos entre eles para que a mesma energia flua sempre por eles.

Com tecidos de algodão sem elásticos cobrindo o corpo, unidos forte e unicamente por um fio de linha verde, ou amarelo, ou púrpura, ou azul claro, ou...

De janelas grandes com finos vidros de cristal, límpidos, amplos: os olhos para a Natureza que for escolhida.

Com o chão descalço e sem cor, sem frio e sem grãos do mais pequeno grão de pó.

Com água fresca, ao natural, sem gelo e com copos simples.

Na sala branca respira-se o impuro fumo alucinogénio; ouvem-se os sons da tranquilidade, da liberdade e da pureza.

Neste momento descobre-se que afinal o tempo pára e vivemos em detalhe o que a vida tem para nos dar de melhor, de mais puro, de mais agradável.

De pés descalços e botões abertos; expressão de liberdade e rebeldia.

Com sono e repouso para dar ao colchão, simples e macio, deitado de qualquer maneira. Dorme-se aqui um bom sono.

Com água a jorrar suavemente por línguas abertas na parede de mosaicos verdes. Sim o banheiro é de Jogoya. Tem cheiros exóticos e mobílias feita por artesãos sábios, puros de coração e dedicados.

Flui o tempo, flui a energia, flui a vida, há harmonia flutuante em tudo.

Sentem-se as vibrações . Parecem fumos coloridos de incensos em balie: não se tocam, não se cruzam, preservam a sua identidade mas dançam todos juntos.

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