terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Jogoya by night e magia

No início estava inseguro e cheguei mesmo a sentir medo de ser ridicularizado. Ainda era eu ali e não a persona.




Senti que as pessoas julgavam-me e olhavam para mim de uma forma crítica e faziam juízos - acho que ninguem acreditava que fosse verdade.



Ainda no início da sessão senti que me era dada uma particular atenção: minúsculos relâmpagos seguidos cegavam-me, equanto eu ajeitava o sorriso.



A sessão continuou e eu ainda estava indefinido no meio da multidão: ainda era eu.



Bebi socialmente com a comunidade e reconheci pares bem dispostos. Já nos conheciamos na verdade mas foi surpreendente o reencontro.



A vida fluia e a musica soada era para permitir a miscegenação de almas.

O tempo passava e os ritmos misturamvam-se com cores; os odores abraçavam-se em orgias multi-étnicas e as palavras prendiam-se às paixões nactívagas.

A sessão começava a parecer-se com Jogoya by night. digamos mesmo que havia uma certa Jogoydade no ar.

As pessoas vibravam electrizadas pelo som da música e sorriam orgasmos de nostalgia.

A sessão fio mágica mas eu ainda procurava algo ali que a tornasse magicamente fantástica. Eu sabia o que era mas não sabia onde estava.

Finalmente o B. Mor apareceu com a sua magia e eu segui-o pela areia, arrastando os pés e sentindo já a persona aproximar-se.

Não sei com ose chama esta persona, ainda não descobri o seu nome mas sei que ela existe porquer ela esteve comigio naquela noite.


Sentei-me no chão. Sorri e fechei os olhos. Tinha um grande balão onde me enconstei.

B. Mor apresentou-me a magia. A magia negra do êxtase.

Conheci-a e deixei-me absorver por ela, pela sua energia, pela sua pureza, pelo seu simbolismo.

Gozei-a, contemplei-a.

Ainda com os olhos fechados vejo-me no meio de uma cardume vibrante de pessoas, vibrando ao som da sessão.

Descobri ali a persona. Descobri-me ali como persona.

Luzes, cores, reflexos, fumos, barulho, vibes, sorrisos, enfim: estavamos todos numa espécie de transe.

Nada mais ali importava. A sessão tornara-se magicamente fantástica e eu sentia cada segundo em pleno. Eu vivi cada instante ao extremo.

Jogoya by night e Magia.

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