
Eram dois: o Long Black e o Lil Mulato.
Não percebi bem o que passou mas senti que tinham sido insultados da forma mais cruel e desumana. Que tinham sido despidos na via pública de toda a sua dignidade.
O seu pecado foi, serem diferentes: eram Rastas.
O Long Black era mais radical enquanto que o Lil Mulato era um guerreiro ponderado e justo.
Na guerra pela sobrevivência da diferença e porque os seus agressores agirampuramente por deleite, sem o mínimo de consideração pela dignidade da pessoa humana, LB e LM perderam a vontad de viver.
LB entrou para um carro um carro e teve um filho. Morreu aí.
LM pegou na criança e levantou-a ao Céu gritando. A criança desapareceu. Acho que o nome da criança era Esperança ou Resistência.
LM subiu pela fachada do prédio e parou no meu andar, olhando-me profundamente nos olhos.
NP dizia-me "não olhes para as tranças. Isso ofende-os."
Eu não sabia disso.
NP tinha umas tranças finas e compridas enquanto eu usava um afro.
NP gesticulou para LM com os dedos indicadores num movimento rodopiante, de cima para baixo, enquanto acenava afirmativamente com a cabeça, com quem dizia: Os teus dreadlocks são bonitos.
Eu estava com medo.
LM olhou para mim e eu disse: os meus ainda estão a nascer.
LM beijou-me a cabeça e saltou do oitavo andar, cainda em cima de um carro.
Não morreu, pôs-se de joelhos e desejou a morte. Enfim caiu.
Não morreu. Levantou os braços e voltou a desejar a morte.
LM foi levado pela multidão que levava o carro, tal hienas famintas a arrastarem a sua presa.
Quando ele saltou, ficou por instantes suspeno no ar, à minha frente, olhando para mim de esguelha para confirmar se conseguia ler o que estava tatuado nas costas dele.
Eu li sim mas ainda não encontrei resposta.
Apesar disso sei o que era.
Não percebi bem o que passou mas senti que tinham sido insultados da forma mais cruel e desumana. Que tinham sido despidos na via pública de toda a sua dignidade.
O seu pecado foi, serem diferentes: eram Rastas.
O Long Black era mais radical enquanto que o Lil Mulato era um guerreiro ponderado e justo.
Na guerra pela sobrevivência da diferença e porque os seus agressores agirampuramente por deleite, sem o mínimo de consideração pela dignidade da pessoa humana, LB e LM perderam a vontad de viver.
LB entrou para um carro um carro e teve um filho. Morreu aí.
LM pegou na criança e levantou-a ao Céu gritando. A criança desapareceu. Acho que o nome da criança era Esperança ou Resistência.
LM subiu pela fachada do prédio e parou no meu andar, olhando-me profundamente nos olhos.
NP dizia-me "não olhes para as tranças. Isso ofende-os."
Eu não sabia disso.
NP tinha umas tranças finas e compridas enquanto eu usava um afro.
NP gesticulou para LM com os dedos indicadores num movimento rodopiante, de cima para baixo, enquanto acenava afirmativamente com a cabeça, com quem dizia: Os teus dreadlocks são bonitos.
Eu estava com medo.
LM olhou para mim e eu disse: os meus ainda estão a nascer.
LM beijou-me a cabeça e saltou do oitavo andar, cainda em cima de um carro.
Não morreu, pôs-se de joelhos e desejou a morte. Enfim caiu.
Não morreu. Levantou os braços e voltou a desejar a morte.
LM foi levado pela multidão que levava o carro, tal hienas famintas a arrastarem a sua presa.
Quando ele saltou, ficou por instantes suspeno no ar, à minha frente, olhando para mim de esguelha para confirmar se conseguia ler o que estava tatuado nas costas dele.
Eu li sim mas ainda não encontrei resposta.
Apesar disso sei o que era.
Let us fight the power of opression together and sing sweet songs of glory.
Let us be together as one people and with the blessnig of all mighty Jah unite under His name.
Let us be as one in the long line of freedom fighters and as one defeat Babylon's evil warriors.
One love!
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