Gostava de estar lá no fim do mundo.
Ver o fogo de artificio galactico e sentir na pele o calor, as radiações e os ventos cósmicos.
Ver as estrelas implodirem, as anãs brancas, os buracos negros e sentir a força gravitacional de outros objectos.
Sentir no interior de mim as ondas de choque atómicas e sentir-me ser despedaçado até simplesmente deixar de exitir, até ao nível sub atómico.
Gostava de ver no céu as cores e ouvir os trovões.
Ver os meteoritos virem contra o nosso planeta e arrasarem-no.
Testemunhar o canibalismo cósmico e sentir depois de todas estas explosões o enfurecimento da Terra.
Vê-la desfigurada a atacar outro planeta em seu caminho, colidir com um qualquer corpo galactico.
Poderímos por exemplo trespassar a grande velocidade aquele planeta feito de gases e voltar em grande fúria para colidir com Marte.
Eu gostava de estar lá no fim do mundo. Gostava de estar lá para ver também o nascimento do novo mundo.
E se a ciência estiver enganada? E se o Universo for mais do que aquilo que pensamos que é? E se o universo não tiver nem princípio nem fim? E se aquilo que consideramos ser o Alfa do Universo for apenas uma das milhentas explosões que ocorrem no Universo? E se o universo for na verdade a única coisa que sempre exitiu e sempre existirá, repartido em dimensões espaço-temporais? E se não existirem universos paralelos?
Estamos cegos. Mais tempo passar-se-a até que saibamos a verdade absoluta. Talvez nem haja tempo porque o nosso mundo pode acabar daqui a muitos milhões de anos, ou daqui a poucos anos com uma guerra nuclear...
Queria estar lá para ver o fim do mundo, se o fim do mundo fosse cósmico.
Queria estar lá para ver o fim do mundo, se tivesse vivido uma vida plena e rica.
Queria estar lá para ver o fim do mundo, se o guardião da história da humanidade eu fosse.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
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