Nos últimos dias tenho pensado muito, sobre muita coisa. No geral penso sobre a vida, sobre este país, sobre o meu trabalho, sobre o futuro... e até sobre as pessoas e a cultura.
Tembém pensei muito em Deus e sobre o sentido da vida. Sobre o modelo de gestão económica, sobre a fomra como os negócios são conduzidos à nível global, sobre o lucro e a lógica das empresas...
Hoje fui a missa. Faz hoje um ano que ela morreu. Precisamente um ano. Tenho pensado muito nela também e acreditem ou não, não sabia que hoje fazia um ano da sua morte.
Acho que de algum modo fui a missa celebrar a morte dela. Será? não, acho que não. Fui a missa pedir à Deus que a guarde e agradecer pela oportunidade, ainda que breve, de nos ter apresentado num restaurante italiano em Lisboa.
Ainda hoje sinto muita à falta dela. Quando a missa começou entrou uma borboleta que se dirigiu até ao altar e pousou-se ao lado da imagem de Nossa Senhora. Eu quis acreditar, e acreditei, que ela era que nos tinha vindo visitar, ver-nos rezar por ela e rir um pouco de nós enquanto nos chamava patetas, do jeito que só ela sabia chamar.
Apeteceu-me ir á pé para casa, debaixo de chuva, acho que seria uma forma de me lavar a alma. eu gosto de chuva porque vejo-a como purificadora. Em vez disso acabei por jantar num chinês.
Esta manhã ouvi uma entrevista de um meu antigo professor de língua portuguesa. Além de professor ele é um escritor aclamado.
Ele disse algumas coisas, sobre o estado da nação, com as quais concordo e sobre as quais ontem havia discutido, ou melhor, lamentado com a minha chefe. Ela partilha a minha opinião.
Neste momento sinto-me um pouco irritado, frustrado com o Governo, enojado com certas pessoas inidentificáveis, por relatos que ouvi de coisas que aconteceram no início da semana.
Tenho dúvidas sobre algumas coisas, sobre a forma como algumas reformas são feitas, sobre as pessoas indicadas para tal, sobre a competência, sobre a integridade....
Acho que não mudou muita coisa desde que Savimbi morreu. Perdão, calaram-se as armas mas as pilhagens, as mortes; o assalto à dignidade das pessoas, continuam.
PERDOA-ME DEUS PELOS CRIMES COMETIDOS CONTRA A HUMANIDADE.
PERDOAM-ME DEUS PELAS OFENSAS COMETIDAS CONTRAS OS INDEFESOS.
PERDOAM-ME DEUS PELOS MAUS TRATOS INFLIGIDOS AOS PRESOS.
PERDOA-ME DEUS PELOS GENOCÍDIOS.
PERDOA-ME DEUS PELA PROLIFERAÇÃO DE POBREZA.
PERDOA-ME DEUS PELA VIOLÊNCIA.
PERDOA-ME DEUS PELA CORRUPÇÃO.
PERDOA-ME DEUS PELAS MENTIRAS.
PERDOA-ME DEUS PELA FOME E MISÉRIA.
PERDOA-ME DEUS!
E salva-me à alma, pois os homens não o podem fazer...
"Be the chamge you want to see in the world" - Ghandi
quinta-feira, 2 de abril de 2009
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